A figura do gestor centralizador — que concentra em si todas as tarefas e não deixa que absolutamente nada aconteça sem o seu conhecimento — não tem mais lugar no mundo conectado de hoje, que demanda respostas rápidas e uma estrutura de atendimento que dê mais liberdade para a tomada de decisões.

Nesse cenário, a formação de líderes precisa estar entre as prioridades dos gestores, independentemente do tamanho da empresa ou do cargo que ocupam. E o desafio está em como preparar esses colaboradores desde já para as posições superiores. Mas, no post de hoje, veremos como superá-lo!

Confira:

Formação de líderes: um jogo no qual todos ganham

Antes de mais nada, vale ressaltar que, apesar do receio que muitos dirigentes têm de que, ao treinarem um funcionário para liderança, eles estejam colocando o seu cargo em risco, o que ocorre é o inverso.

No geral, um colaborador capacitado para se autogerir e liderar permite ao gestor se ocupar com assuntos mais estratégicos, contribuindo para uma melhor colocação do próprio profissional que o treinou.

Mas, então, como é possível preparar um funcionário para um cargo de liderança? Abaixo, apresentamos algumas práticas que podem ser adotadas por qualquer líder e que contribuem de forma efetiva para o aprimoramento profissional do colaborador:

Cinco práticas que favorecem a formação de líderes

1. Defina, de forma conjunta, quais competências serão desenvolvidas

Em primeiro lugar, comunique ao colaborador a sua intenção de prepará-lo para um cargo de liderança, e defina junto a ele quais habilidades precisam ser desenvolvidas para que essa meta seja alcançada.

Assim, além de garantir um funcionário mais motivado — por saber que o seu trabalho é reconhecido e que a empresa deseja investir nele —, em muitos casos a própria pessoa já tem uma ideia de quais competências precisam ser trabalhadas com afinco, principalmente se a empresa realiza avaliações periódicas de desempenho.

Então, para que o processo de formação ocorra de forma organizada, vale a pena criar uma planilha, listando:

  • quais características precisam ser refinadas;
  • como esse aprimoramento ocorrerá;
  • quanto tempo o funcionário terá para se desenvolver;
  • qual é o papel do gestor e do colaborador para que essa melhora aconteça.

2. Realize treinamentos para aprimorar as habilidades necessárias

Definidos os pontos a se focar, a lista criada anteriormente pode ser usada também como apoio para criar uma estratégia que permita ao colaborador exercitar as habilidades que ainda estão cruas.

Se o colaborador nunca geriu uma equipe, pode ser uma boa ideia indicá-lo para projetos que permitam realizar essa tarefa, por exemplo. Ou, caso a dificuldade seja apresentar uma reunião ou projeto interno, treine essas competências nele e forneça orientações que o ajudem a aprimorá-la.

De toda forma, nessa etapa o gestor precisará se colocar à disposição para tirar dúvidas que possam ocorrer, ou mesmo se adiantar e realizar sessões de mentoria com o funcionário durante a execução do projeto, dependendo do que precisar ser aprimorado.

Bom, aqui vale destacar que o tempo de dedicação ao crescimento do colaborador é um dos argumentos utilizados por alguns profissionais para não se investir na formação de líderes. E, de fato, o gestor precisará despender mais do seu tempo para que esse treinamento seja bem-sucedido.

Contudo, o que não é mencionado — e que já foi pontuado neste texto — é que, uma vez que a pessoa se desenvolva, o gestor terá muito mais tempo para se dedicar a projetos que lhe trarão mais visibilidade na empresa e, por consequência, mais oportunidades de crescimento.

3. Incentive a autogestão e autonomia do futuro líder

Uma das tarefas mais difíceis para os gestores acostumados com microgerenciamento — mas fundamental para a formação de bom um líder — é permitir ao colaborador um nível de autonomia que lhe permita tomar decisões mais cotidianas sem a necessidade de consultar o superior.

Nesse sentido, além do “desapego” que será exigido da liderança, uma sugestão para que essa nova dinâmica se desenvolva sem problemas é alinhar previamente quais assuntos o colaborador poderá decidir e aqueles que precisam de aprovação.

Em alguns casos, isso pode até parecer redundante, mas evita vários possíveis desentendimentos.

4. Invista em habilidades que explorem o relacionamento interpessoal

Como dissemos, a figura do chefe que é bom no que faz, mas sem ter o menor tato com o próximo, está perto da extinção. O líder que o mercado demanda atualmente precisa saber se comunicar com a sua equipe de parceiros e clientes.

Por isso, é importante que o colaborador desenvolva suas habilidades interpessoais, seja participando de entrevistas, ficando mais próximo dos clientes ou participando de projetos com equipe multidisciplinar. O importante é reforçar essa característica.

5. Estabeleça conversas periódicas para medir o progresso de ambos

Já dizia o professor universitário William Deming: “O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado”. Por isso, é importante estabelecer reuniões com o colaborador para entender quais estratégias deram certo, o que precisa ser ajustado e os próximos passos para sua capacitação.

O ideal é que essa reunião de checagem ocorra, no mínimo, mensalmente, para que ajustes possam ocorrer antes de um dos lados ter investido um esforço considerável em alguma atividade desnecessária.

Como forma de otimizar o encontro, pode-se utilizar aquela planilha em que foram inseridas a metas de desempenho do colaborador, marcando em qual estágio do objetivo ele deve se encontrar no mês seguinte.

E esse momento também vale para que o gestor reflita a sua própria conduta e analise o que ele mesmo precisa aprimorar na busca de uma promoção.

Como o ambiente de trabalho influencia a formação de líderes

Com as sugestões acima, as etapas para a formação de líderes ocorrerão de forma mais organizada e produtiva. Ainda assim, vale lembrar que, para que esse processo aconteça, é necessário que os colaboradores se sintam bem no ambiente de trabalho e desejem seguir carreira na empresa.

Assim como ocorreu com a posição do líder no mercado de trabalho, proporcionar um ambiente no qual o funcionário se sinta valorizado e com oportunidades de crescimento passou a ser uma característica que assinala a excelência da companhia.

E essa mudança aconteceu porque várias pesquisas comprovaram que colaboradores contentes com o seu local de trabalho produzem mais e melhor. Tenha isso em mente!

Enfim, gostou do post? Agora, se quiser saber quais aspectos influenciam o grau de satisfação dos funcionários e contribuem para a formação de líderes, aproveite para ler um pouco mais sobre o tema e descubra se a sua empresa está no caminho certo para alcançar esse objetivo!